“Poema ao Movimento ”
Os olhos para ver viram,
Ao infinito miram...
As pernas se alternam,
Longilíneas, longínquas...
Ambíguas tanto quanto aos braços
Em sentido oposto o ficam!
O rosto guarda o riso
Que logo se abrirá preciso...
De bom gosto, de bom grado,
Um brado, umbigo!
Ao infinito miram...
As pernas se alternam,
Longilíneas, longínquas...
Ambíguas tanto quanto aos braços
Em sentido oposto o ficam!
O rosto guarda o riso
Que logo se abrirá preciso...
De bom gosto, de bom grado,
Um brado, umbigo!
Sigo...
Os ombros e a hombridade;
Digo, tudo é movimento:
As pernas, pés e passos;
Pensamentos...
As mãos, os dedos, braços;
Batimentos...
E o que não é, senão o tempo
Em seus tantos momentos?
É tanto movimento!
Os ombros e a hombridade;
Digo, tudo é movimento:
As pernas, pés e passos;
Pensamentos...
As mãos, os dedos, braços;
Batimentos...
E o que não é, senão o tempo
Em seus tantos momentos?
É tanto movimento!
O corpo que revela,
Releva e leva a alma
Em si, por dentro,
...em movimento!
Pois tudo, estudo,
Tudo, tudo é movimento:
Todo o intento, todo o invento!
E mesmo esse poema lento
É todo e em tudo atento,
Um poema ao movimento!
Releva e leva a alma
Em si, por dentro,
...em movimento!
Pois tudo, estudo,
Tudo, tudo é movimento:
Todo o intento, todo o invento!
E mesmo esse poema lento
É todo e em tudo atento,
Um poema ao movimento!
PauloPCampos Paulo Campos