sábado, 23 de janeiro de 2016

"Poema ao Movimento"

“Poema ao Movimento ”

Os olhos para ver viram,
Ao infinito miram...
As pernas se alternam, 
Longilíneas, longínquas...
Ambíguas tanto quanto aos braços
Em sentido oposto o ficam!
O rosto guarda o riso
Que logo se abrirá preciso...
De bom gosto, de bom grado,
Um brado, umbigo!
Sigo...
Os ombros e a hombridade;
Digo, tudo é movimento:
As pernas, pés e passos;
Pensamentos...
As mãos, os dedos, braços;
Batimentos...
E o que não é, senão o tempo
Em seus tantos momentos?
É tanto movimento!
O corpo que revela,
Releva e leva a alma
Em si, por dentro,
...em movimento!
Pois tudo, estudo,
Tudo, tudo é movimento:
Todo o intento, todo o invento!
E mesmo esse poema lento
É todo e em tudo atento,
Um poema ao movimento!
PauloPCampos Paulo Campos